
Na gíria de quem tem de controlar sistemas de informação e resolver muito problemas que ocorrem com as aplicações, é muitas vezes usada a expressão “O problema está entre a cadeira e o teclado”.
É uma alusão claríssima ao operador ou utilizador que deveria executar as operações e acções do modo mais eficiente, e sem erros, mas que por diversos factores não o faz. E não o faz por motivos de várias ordens, que passam por desactualização de conhecimentos, inaptidão natural ou meramente distracção.
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Desactualização
Actualmente o avanço das milhentas tecnologias que nos invadem o computador, o smartphone, as páginas web, a máquina de lavar louça, a máquina de café (e até já a máquina de sopa) exigem dos utilizadores um esforço tremendo de actualização de conhecimentos e reciclagem permanente do saber fazer e como o fazer. Felizmente a tecnologia e os avanços tendem na maior parte dos casos a simplificar e fazer a vida mais fácil, mas é também evidente que muita gente não consegue acompanhar a velocidade do comboio em andamento.
A solução passa por percepcionar essa desactualização e procurar ajuda para a compensar. Pode ser através de simples pesquisas online para adquirir o conhecimento necessário, livros em papel, amigos ou mesmo através de um apoio profissional de coaching para ajudar a readquirir a confiança e aprender a “aprender continuamente”.
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Inaptidão
Confesso que conheço mesmo algumas pessoas que por muito que lhes ensine a fazer as coisas de um modo mais eficiente ou com novas ferramentas, a sua capacidade não lhes permite perceber e repetir com a mesma agilidade. E na maior parte dos casos é perentório o modo como recusam aprender a fazer de modo distinto.
Nestes casos a solução passa mesmo por deixar que os caminhos conhecidos sejam os utilizados, e que mesmo menos eficientes, ao fim se provem ser eficazes. Nada de inovações e novas metodologias se há modos que estão a funcionar ![]()
É quase como dizer que “em equipa que ganha não se mexe, mesmo que pudesse ganhar muito mais rapidamente”.
Pode ser dada uma ajuda, criando ferramentas de apoio que suportem as tarefas mais repetitivas, e que abreviem passos no processo, mas sem o alterar.
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Distracção
Bom, neste aspecto não há muito a dizer, excepto que deve ser uma boa percentagem da fonte dos problemas. A confiança que os utilizadores começam a ganhar com os programas, passando a clicar nos botões sem ler, acaba por trazer ao de cima o efeito OK, em que aparece uma janela a questionar e “pimba”, sem ler lá foi um OK. Além de ser uma porta de entrada de vírus ocasional (o pedido podia ser “Posso instalar um vírus?” e com o Ok, lá vem ele), permite em muitos casos perder mesmo informação ou prestar informação indevida.
Deixo aqui a ligação para um artigo muito interessante que mostra como usamos simultaneamente TV, telefone e computador.
Claro que há distracções que podem sair mais pesadas que outras e por exemplo a condução ao telemóvel ou envio de SMS é preocupante. É que subtilmente o facto dos smartphones não terem as habituais teclas que permitiam por toque nas teclas, sem olhar, usar quase plenamente o telemóvel, num ecrã táctil recorrer à visão é essencial e isso desvia do essencial: conduzir. Por isso já sabe “Se conduzir, não telefone com os olhos”. Felizmente os mais recentes automóveis vêm com sistemas integrados de alta voz que ligam aos equipamentos e permitem realizar as operações ao volante.
E depois há o problema da comida como mostra este animado vídeo (just a joke)
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Mas por muito que se evolua a tecnologia e as aplicações, definitivamente o problema final vai estar quase sempre entre a cadeira e o teclado… embora agora com os tablet, iPads e afins, o teclado já não existe e com a mobilidade, certamente a cadeira pode não ser o local onde se encontra o utilizador.
Hummm… há que repensar esta frase







